Encarnação quer comparação de Coimbra com o que era em 2001

Carlos Encarnação quer que os seus conterrâneos “comparem o que era Coimbra, em 2001, com aquilo que ela é”, hoje em dia.

O repto foi feito, quinta-feira, por ocasião da inauguração da sede de campanha da coligação “Por Coimbra”, a funcionar na rua de Jorge Anjinho (à Solum).

Carlos Encarnação (PSD) sucedeu, há sete anos e meio, ao socialista Manuel Machado, que governou o município conimbricense entre 1990 e 2001.

Candidato a quarto mandato na presidência da Câmara de Coimbra (terceiro consecutivo), o autarca disse que o seu “desejo de mudar o mundo implica mesmo melhorar as condições de vida dos munícipes”.

“Quem ganha as autarquias é o povo”, afirmou o edil ao preconizar que a CMC seja governada por “gente livre, com abertura democrática, dignidade pessoal e respeitadora dos outros”.

Neste contexto, Carlos Encarnação frisou protagonizar uma candidatura “pela positiva e inclusiva, aberta à adesão de todos os munícipes” e que privilegia “regras, valores e princípios”.

Orgulhoso de a edilidade possuir, alegadamente, uma “visão correcta” do que deve ser o papel das juntas das freguesias, apontou a Educação como um “pilar fundamental” da actividade camarária.

“O Governo, qualquer que ele seja, vai ter-me à perna quando se tratar de reivindicar para Coimbra”, afirmou o candidato ao exortar o Poder Central a “não continuar a enrolar as câmaras municipais”.

O autarca queixou-se de “andar há anos para saber como se financia adequadamente” a Sociedade de Reabilitação Urbana (empresa cujo capital pertence maioritariamente ao Estado, cabendo 49 por cento à CMC).

Encarnação pretende que o Governo defina regras de financiamento para a SRU, por forma a que possa concretizar-se um aumento do capital social da mesma na ordem dos três milhões de euros.

“Fico perplexo quando vejo o Estado andar embrulhado” com a questão da auto-estrada entre Coimbra e Viseu, disse ainda o edil, vincando tratar-se de um empreendimento destinado a reforçar o equilíbrio regional.

Instado pelo “Campeão”, negou que a advertência represente um reparo a Manuela Ferreira Leite, crítica da chamada Auto-estrada do Centro, tendo sustentado que a censura da líder do PSD se prende com a construção de terceiro itinerário principal para ligar Lisboa ao Porto.

Subtilmente, Encarnação lamentou que Álvaro Maia Seco (candidato do PS à liderança da CMC) se perfile para a praça de 08 de Maio permanecendo na presidência da sociedade MetroMondego.

“Habituado a assumir todos os riscos”, como fez questão de sublinhar o candidato da coligação de Centro-Direita, o orador afirmou que não divide o tempo entre coisas nem usa suspensórios.

Manuel Porto, que volta a recandidatar-se à presidência da Assembleia Municipal, também considerou que Coimbra “tem mudado para melhor” e invocou “a respeitabilidade” de Carlos Encarnação para se declarar tranquilo no exercício do cargo.

João Gabriel Silva, presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Ciências e Tecnologia de Coimbra, afirmou ter “razões para reforçar o apoio anteriormente prestado” a Carlos Encarnação e censurou Manuel Machado ao imputar-lhe o endividamento de Coimbra “por 30 anos” (em alusão à reconversão do Estádio Municipal).

“Coimbra não pode basear-se na especulação imobiliária, tem de apostar na via do conhecimento, pois está-lhe confiada essa obrigação”, concluiu o professor universitário.


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